Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

MANIFESTO

Aos trabalhadores da PTC

 

Uma só bandeira, a dos trabalhadores

 

Um grupo de trabalhadores decidiu constituir-se como dinamizador de uma candidatura à Comissão de Trabalhadores e às Sub.Comissões de Trabalhadores dos locais de trabalho.

Porquê?

As eleições para a Comissão de Trabalhadores (que já deveriam ter sido convocadas em Setembro de 2006) realizam-se num contexto difícil face aos ataques aos nossos direitos. As consequências da OPA sobre a PT, independentemente da decisão final, trazem alterações significativas e preocupantes.

Os agravamentos inaceitáveis ao Plano de Saúde sobre os encargos dos beneficiários, acrescido de muitas incertezas em relação ao futuro quanto à sua manutenção, o desfecho da negociação do AE o qual perspectiva uma machadada nas expectativas da evolução profissional de muitos milhares de trabalhadores, a predominância da subcontratação dos empreiteiros ou questões como as dos horários de trabalho e prevenções motivaram-nos uma reflexão e uma proposta que queremos partilhar com todos vós.

1. Nós, trabalhadores da PTC, não estamos alheados à nova situação de disputa do poder, controle e ao futuro da PT e queremos ter uma palavra a dizer. Porque temos direitos a manter, porque temos opinião sobre o que deve ser uma empresa de qualidade e porque somos favoráveis à prestação de um serviço público de qualidade. Não somos alheios a quem detêm a propriedade e não estamos dispostos a ser lixo descartado em prol da especulação financeira e do jogo de interesses de um capitalista.

Somos parte activa e opositora da(s) OPA(s) sobre a PT, apelamos ao protesto de todos.

 

2. A política de telecomunicações não é neutra nem é inevitavelmente esta. Há interesses e opções a tomar. Interesses dos trabalhadores, interesses da população ou consumidores, interesses do país, interesses do governo, interesses dos accionistas que se jogam num sistema neo-liberal e especulativo. Estamos do lado dos direitos dos trabalhadores, do serviço público de telecomunicações. Achamos que o governo tem obrigação de manter a golden share e impedir a alteração dos estatutos da PT.

Queremos uma prática, na CT, que ganhe a opinião pública para o lado dos trabalhadores.

 

3. A futura Comissão de Trabalhadores está colocada perante uma enorme e nova responsabilidade. Essa responsabilidade implica credibilidade e competência. A justeza das atitudes não é medida pela “radicalite aguda” com que se escrevem os comunicados. A justeza das posições implica dinamização dos trabalhadores, democracia e participação de base. Atitudes e propostas com crédito – que ganham a confiança dos trabalhadores. Não nos apresentaremos aos trabalhadores com factos consumados e decisões previamente tomadas. Construiremos, lado a lado com todos – ouvindo e respeitando, debatendo opiniões diferentes – as decisões, as lutas e os movimentos dos trabalhadores.

Queremos de uma Comissão de Trabalhadores forte e mais democrática.

 

4. A responsabilidade é uma coisa séria. Uma Comissão de Trabalhadores tem que ser um órgão construtor de pontes entre sensibilidades, sindicatos e trabalhadores. Uma CT responsável ajuda a diluir divergências, concentra-se no essencial e acima de tudo responde e presta contas perante os trabalhadores. A responsabilidade de uma CT é para com os trabalhadores - não é para com uma qualquer cúpula partidária. Vivemos um momento muito importante.

Queremos uma CT que construa unidade e que não seja usada em guerras entre sindicatos.

 

5. Abrimos as portas aos contributos de todos e todas. Assumimos que não sabemos tudo e que temos muito a aprender com aqueles e aquelas que estão ao nosso lado nos locais de trabalho e valorizamos também algumas coisas positivas que a actual CT tem feito. Vimos de vários sindicatos ou de sindicato nenhum, isso é também o sinal do respeito e da prática democrática que desenvolveremos. Uma prática onde a opinião de cada trabalhador conte na proposta e na decisão a pôr em prática pela CT. Temos uma experiência e uma credibilidade conquistada num percurso de cada um de nós – mas uma grande vontade de abertura e pluralidade. Mas estamos determinados, queremos uma CT com força e eficácia.

Temos e propomos uma só bandeira, a dos trabalhadores

 

Os promotores:

 

Albertina Matias

Coimbra

Álvaro Anacleto

Porto

Amândio Taveira

Lx - Loures

Joaquim Morais

Leiria

José Costa (Zé da Lina)

Viana do Castelo

Manuel Serafim

Faro

João Leitão

Lx - Estefânia

Francisco Neves

Setúbal

Sónia Guimarães

Famalicão

José Augusto Correia

Ponta Delgada

Redondo Pedro

LX - Picoas

José Macedo

Aveiro

Alberto Amarelo

Guarda

Manuel Teodoro

Santarém

Júlio Horta Nova

Braga

Alberto Silva

Porto

Carlos Marques

Lx - Duque de Loulé

Luís Martins

Torres Novas

Fernando Matos

Braga

 

publicado por umasobandeira às 12:46
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